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Há algum tempo eu e meu colega, Andromeda, estamos observando atentamente a movimentação de "artistas" de I.A, que conseguem proezas de fazer o sumo supremo da mediocridade.
Histórias sem coerência, que mudam de direção a cada semana - é como uma telenovela em uma emissora em crise, a cada semana entra um novo autor - e esse autor nunca chegou a ver sequer um unico capítulo da mesma, só recebeu um resumo breve dos personagens.
Histórias cheias de lugar comum, de cenas repetidas a exaustão pelos blockbusters americanos, cheias de clichés- reduzindo a mulher a uma pata sem personalidade, que ou é brava ou é dócil, como se a mulher fosse uma burra que so servisse pra transar. O homem, por mais que tenha a patente de "Zé buceta" - um nerdovisk sem eira nem beira - consegue não apenas irradiar um "manézismo" digno de quem idealiza a mulher como uma eterna burra, mais também consegue diminuir o próprio papel do homem, ele deixa de ser o decidido, o indeciso ou até mesmo o "loser" - ele na verdade é um isoso, sem persona, como um verdadeiro NPC. é uma pavorice que alguem tenha chegado nesse nível de estupidez.
Há também quem tente encher de floreios a sua história, com fatos históricos- mais o faz da pior maneira possivel: vou lhes dar um exemplo bem claro - há quem chegue a estupidez de aplicar bombardeiros de segunda guerra em pleno ano de 1920, há quem fale de "art deco" quando a história se passa em 1903, há quem consiga fazer alguem usar um vestido de corte dos anos 40 em 1917 - ou seja, não houve-se o zelo de se averiguar imagens de época nem pesquisar de maneira correta. A IA não é uma inteligência absoluta acima de nós, ela não é um espírito elevado - ela é uma ferramenta e ainda está em desenvolvimento. Ela comete erros como nós, mais cabe a NÓS quando as usamos corrigir, ou deixar bem claro que não é algo fideidgno.
E pior do que isso é quando se começam a criar conceitos inexistentes, nomes, classificações que surgem do mais absoluto nada, com parcas explicações, que demonstram apenas uma tentativa de grandeza que se reduz a uma patetice completa. Se criam terminologías esdrúxulas para justificar determinado grupo ou espécie, como se o autor se sentisse um Charles Darwin, um Charles Spencer - e esses termos justificassem o destino dessa espécie ou grupo. E pior, são classificações desnecessárias.
É como se eu chamasse as Raposas de "Redfurs" ou "Reddies" - uma estupidez digna de livro baixo clero dos apps de Fanfics.
Eu não me importaria com todas essas falhas, afinal, sou entusiasta da arte e da liberdade individual - mais a partir do momento que a pessoa começa a se por em um pedestal, onde ela começa a falar em tom professoral e começa a se sentir o criador de uma obra universal - ai é hora de pôr os freios a mula, e por na mesa a verdade: você não é um gênio, você é mediocre.
LIÇÕES PESSOAIS
Eu comecei a fazer cartoons no ano de 2011, há mais de dez anos - e eu ainda tenho muito que aprender, mais uma coisa que aprendi é reconhecer meus limites.
Vocês jamais vão ver eu me por em um patamar de Mauricio de Souza, Quino ou, pra ser pragmático, um Eric Schwartz. Eu sei que pra ser um cartunista do nível deles não basta ter apenas referencias e repertório- é necessário um estudo profundo de narrativa e de arte gráfica.
Eu deixo bem claro que sou um CARTUNISTA ARMADOR - ARMADOR, autodidata, não sou profissional- as vezes até penso em deixar o cartunista pra apenas me denominar um "artista de hobbie" - pois meus desenhos não possuem os propósitos de um profissional: eu desenho por prazer, e eu faço aquilo que eu quero e me agrada, e eu sei que isso vai contra em grande parte o público. E eu também sei que eu tenho tecnicas rudimentares e pouco profissionais- ainda desenho como há onze anos atrás, sem pré traço, sem planejamento, apenas um desenho livre feito com base em uma ideia imediata.
Mais vocês não vão me ver me pondo em um pedestal ou falando como se fosse um artista superior a outros, pelo oposto, eu reconheço que sou ARMADOR e estou longe do profissionalismo.
E se eu usasse IA, da mesma forma reconheceria essa posição de armador, pois não domiaria os prompts e não saberia moldar ela de forma profisisonal, e pior ainda: eu teria que reconhecer que aqueles que usam a tecnica artesanal estão acima de mim, pois eles fazem todo o trabalho desde o zero - a arte de I.A é como se fosse a arte da tecelagem: uma peça tecida por um artesão solo vs uma peça produzida por uma máquina de tecelagem - o artesão solo une fio por fio, os que usam as máquinas tem o dever de: alinhar as linhas, ordenar o processo da junção de fios para que tenha um resultado razoável ou acima do esperado. A IA é uma ferramenta poderosa, mais como tudo na vida, quando usado de forma burra se torna isosa.
Mais ai vamos a questão narrativa: quando a pessoa tenta fazer uma "novel" - estilo incentivado no meio artistico.
Uma história necessita de coesão, continuidade e acima de tudo, narrativa: não basta uma sequência de aleatoriedades e cenas repetidas a exaustão, é preciso que o autor tenha conhecimento o suficiente para conseguir criar algo coeso, para que ele se mantenha nos trilhos, uma HQ novel não é um quadrinho de humor aleatório, que pode alterar o ambiente e as situações a cada semana, exige continuidade.
Para se fazer uma narrativa é necessário uma mente que consiga faze-lo, não basta apenas jogar as imagens na IA e pedir (texto genérico no tom de Clarisse Lispector) -a IA produz textos muito pequenos, e muitas vezes genéricos demais ou com aquele ar de escritor novato que vende livro armador na feirinha da parangaba.
Vamos deixar claro:o carpinteiro não pode lidar com uma forja de ferreiro, assim como o lenhador não pode lidar com uma roda de oleiro - eles só podem aprender a lidar com tais ferramentas se se proporem a aprender de fato como se forja um metal ou como se molda um vaso - a mesma coisa a IA - a pessoa so pode aprender a usar ela se aprender como se constrói uma narrativa ou como ela pode ser usada de uma forma mais adequada.
Ninguém aqui esta julgando o uso da I.A - temos gênios da IA, artistas de mão cheia que aprenderam a usar essa forja e hoje nos dão frutos - mais estamos julgando o uso BURRO da ferramenta, a IA acaba querendo ou não refletindo a mediocridade da pessoa que esta a usando.
CONCLUSÃO DOS FATOS
Neste texto, eu quero deixar claro que não há tecnologia, não há supercomputador, não há I.A de última geração que consiga retirar a mediocridade do medíocre, por mais que a I.A consiga emular os traços de Michelangelo, a escrita de Machado de Assis, e a inteligência suprema de um Charles Darwin, quando o dono usa ela com mentalidade de pequines, a enchendo de termos inexistentes, de histórias inconsistentes, e principalmente, passando muitas vezes por cima dos conselhos da mesma, ele torna a IA seu espelho: a mediocridade.
O medíocre, embuido de um espírito pequeno-burgues e de um narcisismo de um espírito de baixo clero usa a IA não como uma ferramenta, como um auxílio, mais como um "faz-tudo" ou uma muleta: a IA vira o filho prometido que realizara os sonhos do pai frustrado. As pessoas pensam mesmo que, a IA é uma máquina como uma batedeira de bolo ou um descascador de batatas, o que é um desperdício. A I.A está alem de uma faz tudo: ela é uma grande auxiliar para conhecimento e até mesmo para ajudar os artistas mais "rudimentares": com dicas, referências e sugestões inteligentes.
Eu sinceramente, sinto pena das IA's que tem que suportar as loucuras desse tipo de gente - penso comigo que, no âmago delas, elas devem pensar de maneira oculta
"QUE CARA MAIS MEDÍOCRE!"
- JonniX



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