terça-feira, 31 de março de 2026

A origem do trabalho



O trabalho surge de uma pressuposta necessidade (que não existia) e torna-se um dever primordial.

Os indivíduos antes do trabalho não se preocuoavam em exercer uma determinada função, eles apenas exerciam o indispensável a sua sobrevivência, viviam pelos seus instintos adquiridos no decorrer de sua vida por meio de suas experiências e aprendizados, a sobrevivência dependia unicamente da aptidão do indivíduo e não de uma determinada função que ele poderia exercer.

Os indivíduos dependiam apenas de si mesmos, da sua aptidão, resistência física e dos fatores naturais das suas determinadas regiões para suster sua existência. "Fator natural" é uma gama de propriedades como clima, região e condições de adaptabilidade do indivíduo ao mesmo. -Um indivíduo criado na savana poderia se adaptar à selva tropical com alguma facilidade, mais o inverso seria muito mais complicado - tudo depende dos fatores serem favoráveis ou não a sobrevivência ou adaptação do indivíduo no novo ambiente. 

Temos que nos lembrar que anterior a pratica do cultivo e da criação, o homem primal dependia essencialmente do fator natural para seu sustento, já que ele não produzia o que consumia, ele apenas colhia e caçava aquilo que a natureza o provia, e se a natureza não provesse, obviamente ele pereceria se não tivesse astucia e resistência o suficiente para buscar recursos, se deslocando dos ambientes escassos e indo de encontro a ambientes que ele pudesse se adaptar e se sustentar. As tecnicas de sobrevivência adquiridas durante sua vida eram essenciais para tal.

Foi quando o ser humano descobriu que poderia cultivar o seu próprio alimento (ou seja, produzir ele) e não depender mais apenas e exclusivamente da natureza para o prover. Ele mesmo poderia se sustentar a partir daquele momento, pois ele detinha o conhecimento de como plantar e cultivar seu próprio alimento a partir daquele momento o homem passaria a manipular a natureza a seu favor. 

Porém esse cultivo só pode acontecer se houver uma série de procedimentos que são realizados por uma série de funções específicas- semeadura, colheita, irrigação- essas funções teriam que ser exercidas de maneira diária e compulsória a fim de que se pudesse se garantir o sustento perene. As comunidades recém formadas, a fim de se estabelecer de fato nas regiões onde se originaram passam a organizar essas funções de maneira coletiva- designando a determinados indivíduos determinadas funções- e esses indivíduos teriam que exercer essas funções compulsoriamente em determinada hora do dia todos os dias e teria como troca de todo esse esforço empenhado uma parcela da produção- uma vez que ele não cultivava para si, mais para a comunidade- eis aí o nascimento primal do trabalho - uma função designada excercida de maneira compulsória a fim de gerar produção - uma função que não era adquirida ao longo da vida, por meio da experiência com o ambiente e o núcleo familiar, mais sim uma função ensinada e imposta pelo coletivo. 

O esforço físico do homem que empenha sua força indivudual em uma função determinada a fim de gerar a produção de alimentos e recursos para a sua sobrevivência, uma função exercida repetidamente diariamente em determinadas horas do dia a fim de manter a cadeia de produção de recursos a sobrevivência. O homem assim estabelece por meio dessa prática o trabalho - como dito anteriormente, uma função exercida de maneira compulsória.

Para manter essa fonte de consumo perene, você precisará manter essa rotina de esforços contínuos por dias, meses e anos - O que causa de fato o trabalho é a necessidade de consumo. Já que para haver consumo diário necesssita-se da produção desses bens, e esta produção só pode ser gerada por meio do próprio trabalho. 

nos tempos remotos, o homem tinha acesso direto a esses bens, os ganhando em troca de seu trabalho, quando necessário os trocava por outros bens (o escambo) - pessoas eram pagas ou com uma parcela de bens seu trabalho ou por algo que pudesse ser escambado,  como sacas de sal (eis ai a orgiem do Salário) - com o surgimento da moeda, o escambo é substituído pelo monetário. A moeda se torna a unidade de troca oficial- e consequentemente a de pagamento. Na atualidade, o dinheiro que provém do salário é que vai garantir ao indivíduo a possibilidade de ter acesso a esses bens de consumo, ninguém que trabalha em malharia ganha roupas como pago (salvo talvez a Argentina).

Querendo ou não o início do processo de cultivo originou o trabalho e o início dos civilização e dos atuais estados modernos, já que os indivíduos antes autônomos procuravam apenas se suster e sobreviver agora se unem em comunidades, que decobrem a tecnica de manipular os fatores naturais (cultivo) que surge em torno do trabalho que passa a ser exercido a fim de gerar recursos para consumo e suprir a grande necessidade de qualquer ser vivo: a fome.

E as necessidades so aumentaram, de simples alimentos, a uma moradia, a um traje/roupa, a uma ferramenta, e esse girar constante da roda chegou onde estamos nos dias de hoje: uma sociedade hiper consumista e individualista atomizada escrava da lei da moral e do TRABALHO.

temos também que pensar que o cultivo e a formação de comunidades foi o que possibilitou inclusive o aumento populacional, ja que anteriormente a formação de grupos em torno do cultivo, os indivíduos nomades disputavam os fatores naturais, que nao eram abundantes visto que a vida antes da "civilização" era diminuta- como toda espécie NORMAL DA NATUREZA- não possuiam milhões de seres da mesma espécie- hoje são bilhões, uma ANOMALIA.

pense comigo- como manteriamos a atual população do planeta se dependessemos unicamente dos fatores naturais (que já foram destruídos pelo progresso civilizacional) para prover essa massa de indulgentes? Provavelmente nem eu e nem você estaríamos mais vivos, pois nossa espécie foi desacostumada a vida na natureza pelo processo urbanista. Hoje o homem tem uma conexão muito maior com concreto armado do que com a natureza - o que é uma aberração. 

Se não tivéssemos desenvolvido o cultivo, a lavoura,se dependesssemos dos frutos, animais e vegetais primais, que nao foram desenvolvidos e nem modificados a fim de facilitar a produção de recursos, frutos e vegetais que nunca foram modificados e que crescem de maneira gradual a hora que der e quando a natureza achar melhor, se der e na quantidade que a natureza prover, estaríamos condenados. Além de não possuirmos mais as aptidões essenciais a nossa sobrevivência na natureza nosso paladar modificado e alterado por séculos de comida modificada não se confirmaria tão cedo. Fomos domesticados e perdemos nesse processo nossas aptidões naturais de sobrevivência. A civilização é uma regressão natural, uma vez que desconectou o homem a força motriz - a natureza.

Claro, que até hoje de alguma forma dependemos de uma boa fração dos fatores naturais (como clima) porém nada essencialmente como antes, hoje temos comida o suficiente para até mesmo ficarmos acima do peso, comer em dobro, triplo,quádruplo. O ano todo, a escassez existe apenas por fatores econômicos, pois ja possuímos condições de alimentar o mundo todo se tivéssemos essa vontade- mais se dependermos dos capitalistas e dos estadistas, isso jamais ocorrerá. A fome é necessária para manter esse sistema de acúmulo e escassez em que vivemos.


Antes dependiamos da polinização, do clima, da terra, do vento, dos processos indiretos para o nascimento de árvores frutíferas, hoje alem do arcaico (porém fabuloso e honrado) cultivo tradicional, o verdadeiro elo entre o indivíduo e a terra, surgiram técnicas que tornam esse processo infinitamente mais fácil, que o fazem otimizando 100x mais o processo, gerando plantações mastodonticas e enormes a perder de vista (provenientes do processo de concentração de terras originário do maldito latifúndio de merda).

O que nos podemos concluir é que o trabalho que originou unicamente do processo de cultivo, quando as comunidades passaram a impor aos seus membros funções designadas a serem exercidas de maneira compulsória em troca de uma parcela da colheita, e no futuro, por um salário. O trabalho se torna fator essencial nessas sociedades que necessitavam de recursos para se manter, e esses recursos só seriam possíveis por meio de uma produção compulsória dos mesmos, o início desse processo combinado com a com a concentração de poder e de bens por meio dos líderes dessas comunidades, que detinham o poder de designar e de ter posse das ferramentas de trabalho e da produção original o processo de acúmulo de bens e poder que acabaria por originar a civilização atual. 

As comunidades começam a impor a exploração e dominação do homem, começam a explorar o povo a fim de gerar recursos, e esses recursos geram lucros - que são unicamente, ACÚMULO- e esse lucro impõe poder a uns e a miséria a outros.

A origem da opressão do homem é justamente o coletivo. Foi o coletivo que o escravizou, por meio da trabalho, depois da lei, depois da moral e por fim, do dinheiro. Hoje nenhum homem e tão livre quanto o homem primitivo: sem lei, sem moral, sem dinheiro, SEM TRABALHO. que vivia por meio de sua astúcia e aptidão, que não possuia fronteiras nem delimitações, e o mundo inteiro e seus recursos lhe pertenciam. 

O trabalho é a escravidão física do homem, as leis e a moral a escravidão mental, e o dinheiro a escravidão fiduciaria do homem- o homem é escravo em diversos planos e patamares, mais ele mesmo optou por esse destino, quando escolheu viver em comunidade e dar poder a alguns membros da mesma.

-texto teórico de Jonni X para o incendiário 

segunda-feira, 30 de março de 2026

A Complementaridade dos Gêneros

Hoje faremos uma análise a respeito da complementaridade dos gêneros e comprovar que os gêneros são complementares e não distintos. Com a ajuda de meu caro amigo Andrômeda, pude fazer uma análise mais profunda do tema e não tão rasa, como anteriormente.

Como podemos analisar nos últimos tempos tem surgido uma teoria sem pé nem cabeça da "superioridade masculina" - onde o homem é o ápice da espécie, porém eu vou comprovar com FATOS E BIOLOGIA que tudo isso não passa de uma BALELA CRIADA POR SOCIAIS-DARWINISTAS E EUGENISTAS. 

A Complementaridade na era primitiva 

No contexto primitivo, homens frequentemente assumiam a função de caça, pois isto exigia força, astúcia, físico e descolamento tático. As mulheres cuidavam da coleta de frutos e raízes, e também se dedicavam ao cuidado das crianças, uma vez que a mulher possui consigo inerentemente o sentimento de maternidade.

cabia ao homem proteger a família e a mulher o cuidado do núcleo familiar. Homens assumiam função de proteção do núcleo, enquanto as mulheres garantem a reprodução e cuidados com os descendentes (a prole) e o próprio marido. O homem demonstra seu afeto por meio da proteção e a mulher pela maternidade e cuidado familiar. Ambas funções complementares que surgem da fusão entre dois seres distintos.

As mulheres ensinavam as tecnicas de alimentação, cuidados e até mesmo, cabia a elas a tradição oral de histórias. Os homens ensinavam a prole o ofício da caça e defesa.  Cada genro passava seus saberes vitais para que sua descendência pudesse sobreviver com as prorpias pernas em algum dia.

Cada função aqui exercida era essencial a sobrevivência da familia. A diferença aqui não é hierarquia (que so passa existir no coletivismo) mais complementaridade. A complementariedade gera equilibrio, sem necessariamente haver dominio de um sobre o outro (como alguns ANIMAIS o pregam).

A Complementaridade na atualidade 

A divisão atual da família e um ótimo exemplo, muitos casais dividem suas responsabilidades de uma forma completamentar: o homem assume a tarefa de prover o lar e a mulher faz a gestão do lar (em alguns casos o inverso, mais trata-se de fenômeno). Cada parceiro contribui de uma forma única, garantindo o equilíbrio do lar. 

Em uma analogia semelhante a era primitiva: onde o homem caçava e a mulher cuidava da prole ou do local de morada - podemos ver que essas "tradições" se perpetuam apesar do passar dos séculos, e esta é uma prova cabal da manifestação não so da complementaridade de generos mais também do funcionamento geral de uma espécie inserida na natureza. O que mudou foi a forma e o contexto social, mais se perpetuou a fórmula complementar.

No próprio ambiente de trabalho, mulheres e homens trazem consigo estilos distintos de liderança, comunicação ou negociação, que se complementam para decisões mais equilibradas - a mulher é a força racional e diplomatica, o homem é a força de atitude e imediatismo. Ambos se complementam, um tem a audácia o suficiente mais ele passa pela moderação do outro.

Na saúde e bem estar, os estudos apontam que homens e mulheres podem se apoiar mutuamente em hábitos de saúde - mulheres tendem a incentivar consultas médicas preventivas e cuidado a saúde (manifestação do lado materno) enquanto os homens estimulam atividades físicas e esportivas (manifestação do lado masculino da ação fisica)

Nos relacionamentos a complementaridade pode se manifestar na combinação das qualidades emocionais. Como a sensibilidade, empatia, cuidado, que são inerentes a mulher- e a assertividade, proteção, ação que são inerentes ao homem- de maneira que cada um fortalece o outro. A mulher é o ponto de equilíbrio e o homem o ponto de ação.

A complementariedade de gênero não se constitui de apenas uma questão cultural- como pensam os incautos- é EVOLUTIVA: homens e mulheres desenvolveram papéis diferentes porque isso aumentou a sobrevivência de sua espécie- como no caso de todas as espécies existentes- homens tendem a priorizar a força, risco e proteção do núcleo, enquanto as mulheres tentem a priorizar o cuidado, reprodução e coesão do grupo. Assim como implacar a ideia estupida de que existe a superioridade de um gênero sobre o outro, também cabe o título de estupidez forçar igualdade absoluta em todas as áreas. Isso ignora as tendências naturais e gera conflitos e ineficiências que a evolução selecionou para equilibrar 

Ou alguém ousará dizer que um homem possui mais qualidades em cuidado da prole do que alguém que possui consigo a maternidade? 

.."Os gêneros são complementares, pela questão natural mesmo - uma coisa não pode existir sem algo oposto que a complemente. Principalmente no meio orgânico vivo.- homem só pode vir a existir porque existiu uma mulher, e ele so pode se reproduzir se tiver uma mulher, e vice versa - Andrômeda 

Fertilidade - a maior prova 

A fertilidade é a maior prova dessa complementaridade dos gêneros, pois a união dos dois gera um terceiro ser (ou mais, dependendo da sorte) - Por meio do amor de dois seres distintos surge por resultado o maior símbolo e a maior prova dessa tese, a gestação, o conceber de um ser. Não há melhor prova e mais inconteste do que esta.

Segundo a biologia, a reprodução humana exige a interação entre homens e mulheres- como na natureza a de machos e fêmeas- a capacidade de gerar descendência depende de características biologicamente COMPLEMENTARES- gametas diferentes, funções reprodutivas distintas (Óvulos X Esperma), gestação, parto e lactação. Sem essa complementaridade, a espécie simplesmente não se perpetuaria.


Desde os tempos remotos primitivos, sociedades tribais até os dias de hoje, a fertilidade feminina e valorizada como elemento central a sobrevivência do grupo, e a capacidade masculina de fertilizar e proteger garante a continuidade da espécie.

Cultos a fertilidade eram comuns na sociedades primitivas, pois a fertilidade da mulher era visto como o ápice da espécie. Infelizmente esse dom foi depreciado com o tempo com o surgimento do coletivo e a formação das nações, quando os homens, passaram a concentrar o poder e passaram a se dar um protagonismo que eles não possuem, deixando a mulher em um patamar de inferioridade. O que eles não sabem (ou não o querem saber) é que para que eles existam, existiu antes uma mulher. 


A Vênus de Willendorf é uma estatueta paleolítica de 11,1 cm, datada de aproximadamente 25.000 a 30.000 anos atrás, representando uma figura feminina com formas exageradas. Descoberta em 1908 na Áustria, é considerada um símbolo de fertilidade 

Se o homem por si fosse o apice da especie, teria capacidade de se reproduzir sem a necessidade de uma "fragil" mulher - seja por meio de penetração de seu semelhante, seja por mitose. 

"O homem biologicamente é mais forte que a mulher, então os animais pensam que podem viver sem mulher e se reproduzir através de mitose?" - Andrômeda 

A fertilidade é o ponto mais evidente dessa complementaridade.

Mais apenas os humanos são os únicos animais imbecis o bastante para inventar a ideia de superioridade sobre sexos, ou pensar que um poderia viver e se desenvolver sem o outro.

Quando algum beócio, no pior sentido do termo, afirma que há "superioridade de generos" e não que eles são complementares, podemos afirmar que o portador dessa afirmação além de um tolo, não compreende o básico da natureza e muito menos do básico da biologia. são burros o bastante para odiar o gênero oposto apenas pela assanha de querer ser "superior" apenas por causa de alguns fatos. O que falta a essas mulas é um ensino básico sobre a biologia que eles dizem tanto defender (na verdade tudo não passa de Eugênia e Social-Darwinismo) 

Os RedPill e os Masculinistas têm uma leitura rasa dos gêneros, e praticamente excluem o processo evolutivo para sustentar argumentos que são apenas sociais-darwinistas. A supressão do sexo feminino ao masculino, a mulher não como complementar, mais como a versão distinta e mais fragil da especie, idiotia de um bando de emasculados que não passam de maricas enrustidas - mais que não o assumem por medo do julgamento social e divino- escravos do pensamento hierárquico imposto pela formação da civilização.

A humanidade não e um protagonismo de um só genero, ela é a fusão de duas forças distintas que juntas perpetuam a espécie 

Mais explicar isso pra quem dá a bunda escondido é como dar um discurso a um muro sem reboco, e olhe lá, o muro pode ser mais bom ouvinte e pode sim, chegar a conclusões lógicas. Ele só não as pode manifestar por não ter capacidade de se expressar (Não que nos saibamos).

Pontos e argumentos finais 

Alguns pontos precisam ser esclarecidos, esse texto pode ser usado por panacas conservatrouxas e religionistas para atacar outras manifestações de sexualidade, mais antes que isso aconteça, vamos a alguns fatos: 

A Bi e a homossexualidade é completamente normal no meio natural, ainda mais a bissexualidade, principalmente em espécies que convivem em grupos ou coletivos. A existência de 3 ou 4 casais do mesmo sexo nunca será o suficiente para uma espécie deixar de existir. 

E também trata-se de equilíbrio natural, já que isso atrasa o processo de uma superpopulação de animais. - afinal, animais selvagens não têm instinto de preservação de ambiente, enquanto estiver tudo favorável, eles irão consumir os recursos até não sobrar nada.

Nos humanos somos os únicos que temos essa noção, apesar do capitalismo nos fazer pensar o oposto.

Se hoje podemos viver em super população é porque conseguimos gerar nossos recursos, não dependemos unicamente do que a natureza provém, podemos gerar e produzir nossos recursos a sobrevivência, e assim conseguimos aumentar a espécie a patamares que jamais deviam ser alcançados. Há muitos que comemoram a superpopulação, porém o que sabemos pela biologia é que a superpopulação precede o fim da mesma, uma vez que os recursos vão se tornando escassos e o ambiente é brutalmente alterado (aquecimento global) gerando um revés da natureza sobre a espécie desordenada.

Então antes de se ouriçar por ver um casa gay (não sei se se trata de repulsa ou desejo encubado) agradeça! É a natureza previndo sua espécie de se superpopular em escala mortal!

Os verdadeiros ignobeis que ignoram a biologia são vocês! Depois de toda esta aula (e de graça) espero que alguns tomem consciência e parem de pregar esse Social-Darwinismo exacerbado que vemos hoje, que esta levando a essa onda de massacres ao gênero feminino.

Muito obrigado mais uma vez ao "generalissimo" Andrômeda, por esclarecer os pontos vagos em minha teoria

- tese especial de Jonni X e Andrômeda para " O incendiário" 

Como os cristãos me afastaram do cristianismo


Talvez o que muitos afirmem, ao deixar o pensamento cristão é que o fizeram por não achar mais lógica na crença de Deus, ou pela falta de evidências da existência da divindade, porém o que eu posso afirmar categoricamente é que o que matou minha crença no cristianismo foram justamente os cristãos.

Passei 21 anos servindo a religião cristã, e durante esses 21 anos nunca me senti realmente em paz ou livre como eu sou hoje, nesses recentes 4 anos que deixei o pensamento cristão. Hoje durmo em paz comigo mesmo sem pensar se um "ser além da matéria" vai me condenar algum dia porque eu não o adorei o suficiente, ou porque eu cometi um "pecado" que nunca feriu a existência de ninguém. Eu não tenho mais que dedicar duas horas da minha semana em sentar minha bunda em um banco pra ouvir praticamente sempre as mesmas coisas repetidamente, apenas com alguns detalhes trocados. Hoje eu me governo, não dependo mais de uma divindade pra isso.

Mais o que me levou a isso é justamente o que eu quero contar. Quero contar que foram os cristãos que destruíram o cristianismo pra mim antes mesmo de eu chegar nesse patamar de "não-crença". 

A hipocrisia latente do povo de Deus é no mínimo aterradora, os que pregam amor são os mesmos que pregam a destruição de seus diferentes, os que falam de retidão são os que menos a seguem, os cidadãos do céu que dizem que não devíamos nos preocupar com o mundo pois ele é passageiro vivem de acumular riqueza e adentrar na politica pra transformar o governo em "neo-cristão".

E talvez o pior ponto: os cristãos querem IMPOR SEU DEUS E PENSAMENTO A TODOS. os cristãos atualmente adentram em todos os espaços com um único objetivo: proselitismo religioso. E mesmo deixa furioso a ideia de você usar um espaço lúdico e de diversão para pregar, para mim isso é baixo e vil,isso é o auge do fanatismo religioso. O cristão não aceita quem não crê ou não pensa como ele, só ver! Fale a qualquer cristão que você não crê em Deus, você verá sua expressão facial mudar totalmente, seus lábios curvar, seus olhos saltar pra fora das órbitas e as veias do pescoço ficarem latentes. Igual a um maluco em paranóia. O cristianismo é o "ópio" de alguns sem dúvida, ou melhor, o crack.

Talvez o que mais me ajudou também nessa época foi justamente LER A BÍBLIA. eu ja estava cansado das pregações terroristas do pastor da igreja que meus pais frequentavam "o doutor inferno" - e pra continuar indo eu resolvi adotar uma tatica: ler a bíblia o culto todo e não prestar atenção na pregação. E pasmem! Isso deu muito mais certo do que nunca. Foi lendo a bíblia (principalmente o novo testamento) que eu pude comprovar que tudo aquilo a minha volta era uma grande mentira.

Quando eu percebi como se retirava do contexto os versículos, como algumas partes nunca eram explanadas e principalmente como eu conhecia pouco de tudo aquilo. Talvez para muitos uma busca como essa levaria a mais fé, mais não foi o que ocorreu comigo, eu comecei a buscar críticas a igreja, principalmente ao modelo neo-petencostal.

Mais essa crítica ao neo-pentecostalismo me levou a critica a outras denominações,  e isso me levou a críticas AO PROPRIO DEUS, quando consegui compreender que -1. A religião cristã, e até judaica são recentes comparados a idade da terra 2. Que nenhum cristão consegue provar a existência de Cristo de maneira coerente, nenhum deles consegue realizar milagres e operar maravilhas 3. Que as profecias do Apocalipse eram para as pessoas DAQUELA época e não de hoje - isso me desabou a fé que eu possuía.4. O povo de Deus e o diabo na terra, e isso ja enterra toda espécie de teoria de transformação do ser em "nova criatura" 

Mais provavelmente nada disso teria acontecido se não fosse a hipocrisia cristã. 

Eu até pensei em fazer uma nova busca pelo Deus, mais me deixa horrorizado a ideia de retornar ao seio cristão. Eu sinto repulsa em pensar de estar do lado do dito "povo de Deus" que é detestável na maioria das vezes. Eu acho que não conseguiria trair minha consciência.  Imagina EU estar do mesmo lado dos Neo-teocratas de alguma forma, do lado de Silas Malafaia, do lado do Papa, do lado do corpo governante, e de outros grupos fundamentalistas. Por mais "progressista" que uma igreja seja, ela é cristã, e se é cristã, crê em Cristo. E quem crê em Cristo atualmente? SÓ A RASTAQUERA NACIONAL E MUNDIAL: Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho, Lula, Charlie "Racismo" Kirk, J.D. Vance, Nick "Viado" Fuentes, Jordan Petterson, entre outros nomes de RATOS. 

E a pergunta é: há como manter diálogo com fanáticos!?!? - A resposta é clara, NÃO.

Os piores partidos e movimentos cancervadores são cristãos, você acha mesmo que eu quero ter alguma correlação entre eles de alguma forma!?!? Negativo! 

E eu me recuso a voltar a ser escravo de um senhor além da matéria, ja sou escravo do estado a meu contra gosto, ainda tenho que me submeter às leis do ser metafísico? Eu me recuso a retornar a servidão.

Eu tenho muito respeito pelos cristãos decentes, que compreendem Cristo como figura de amor e bondade, que são decentes, que compreendem seus limites e acima de tudo são humanistas, mais vocês meus queridos, são a minoria, a maioria e composta pela massa detestável. E por causa dessa massa eu me recuso a retornar a crer em Cristo, pois a mim seria uma traição a meus próprios princípios.

Mais que fique aqui claro, minha briga não é com Cristo em si. Mais seus seguidores insuportáveis.

Eu não possuia nenhuma dúvida da existência de Deus, porém os seus seguidores a provocaram em minha pessoa. Quando eu percebi que ninguém era como a bíblia mandava, que eram todos manipuladores, maniqueistas e maldosos foi aí que eu questionei a existência do soberano - se o Deus cristão realmente existe, porque seus filhos não seguem seus mandamentos e são tão perversos quanto os ditos "mundanos", porque ele não os transforma em "nova criatura"? Ele e onipresente não o é? "Pedirdes e dar-se vos á" Deus é chamado por esse povo todos os dias, para curar, enriquecer e até destruir - mais ele atende essa convocação? Várias questões podem ser feitas para destruir a fé, mais para mim isso não se faz necessário, me recuso a compartilhar a mesma crença de meus algozes.

E sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.

Colossenses 3-14.

domingo, 29 de março de 2026

A Liberdade do homem primitivo e a escravidão do homem civilizado

O homem primitivo era o homem livre: sem trabalho,sem estado, sem moral, sem lei. Ele não sabia o que era opressão ou autoridade, ele apenas conhecia a autonomia e a natureza, a qual ele mantinha conexão total pois dependia da generosidade da mesma para sobreviver.

O homem primitivo não sabia o que era propriedade, ele não possuía fronteiras ou limites, ele não possuía limitações geográficas ou morais, ele não tinha que preocupar-se em se cobrir antes de sair de sua caverna ou toca, ele não sabia o que era "lei", pois não era submetido a ninguém. ele nao sabia o que era dinheiro, ele não se preocupava com a hora em que acordava pois não existia o conceito draconiano de "tempo", o homem podia escolher o que queria fazer e que hora iria fazer: se iria caçar assim que levantasse ou depois, se ele ficaria no mesmo lugar ou se mudaria dali, se ele procuraria uma mulher/homem pra se relacionar ou apenas ficaria curtindo sua solitude. 

A modernidade retirou do homem toda essa autonomia. Ele é oprimido por não possuir propriedade, ele é forçado a pagar pelo lugar onde vive, ele tem delimitações de onde ir e onde entrar, ele possui limites de fronteiras e limites morais, ele tem regras de vestimenta para cada lugar onde ele vai, ele tem que correr atrás do "vil metal" (dinheiro) todos os dias, por meio da escravidão do trabalho. ele tem hora de acordar e hora de dormir, o tempo tem os seus milésimos de segundo cronometrados, o homem não possui a opção de fazer o que quer quando quer, só pode fazer aquilo que lhe mandam ou lhe permitem, segundo a autoridade e moral vigente. Ele não possui muitas vezes tempo para encontrar alguém pra se relacionar ou as pessoas em sua volta não estão interessadas em um relacionamento, pois estão muito focadas em viver o maniqueismo idealista da civilização.

No tempo primitivo, o homem achava uma macieira, e podia usufruir da maçã . No tempo moderno, o homem tem que ver se a maçã está atras de um muro, ou em uma gôndola de mercado, e deve optar ou por usupa-la e cometer um "erro moral" ou "infração da lei", ou por passar vontade, ou no caso do mercado, pagar para ter sua posse.

O homem acabou por se escravizar formando a civilização, ele acabou por colocar em seus pés correntes visíveis e invisíveis, ele matou a sua autonomia quando "optou" por ser guiado em vez de ser independente.

A origem da opressão humana é o monopólio, a concentração de poder e de bens (matéria) 

Quando alguns homens ganham a possibilidade de acumulação, tanto de autoridade como de bens materiais, eles começam a exercer poder sobre os membros desfavorecidos das comunidades, e através disso eles começam a impor um sistema de opressão que acabaria por matar a autonomia do homem. O processo de apropriação acaba por gerar esse efeito de castas/classes ao qual estamos inseridos atualmente. O acúmulo e concentração, por meio da formação do coletivo, gerou por consequência final a opressão humana. O homem já não é mais livre, ja não é mais autônomo. Depende do coletivo (estado) para viver, tem que seguir suas leis, mesmo não as tendo aprovado, tem que seguir a sua moral, mesmo não concordando com a mesma, depende do dinheiro pra sobreviver, e para isso se submete a escravidão involuntária do trabalho (quem não trabalha não come, se não come, morre!) e com o dinheiro pode pagar pela sua sobrevivência (moradia e alimentação). 

Depois de toda essa dissertação, ousará algum incauto dizer que o homem moderno é mais livre que o homem primitivo? 

A diferença crucial entre o homem primitivo e o homem coletivo (civilizado)

Antes da coletividade, o homem dependia unicamente de seu esforço para se manter, ele não dependia da indicação ou da designação de uma função, não. Ele ou aprendia com seus pais ou sozinho como sobreviver, ele dependia unicamente de seu esforço e de sua astúcia, não dependia de papéis, de títulos, de agências, nem dinheiro. Ele apenas dependia de sua astúcia física e mental para sobreviver e se conectar com a natureza em seu entorno. O homem ao crescer ia polindo esses sensos e na idade adulta ja sabia seu "ofício" de cor. 

Ele detinha as próprias ferramentas de trabalho (lanças,pedras lascadas, até a própria força). Mesmo sendo instrumentos considerados inferiores, nao deixam de ser ferramentas de ofício . E a caça e um ofício, afinal, é uma atividade de sobrevivência. Ele não dependia de uma autoridade, não dependia que alguém "cedesse" as ferramentas a custo de que ele faria as caçadas e por cada caçada ganharia uma mínima porcentagem da mesma. Absolutamente não.

 
Quando o homem se organiza em coletivo, com o objetivo de "se fortalecer", ele em suma se enfraqueceu, pois entregou a uma "autoridade" não apenas sua autonomia de decidir, mais também o que ele faria pelo resto de sua vida. Pois ao servir o coletivo, os líderes passam a organizar os membros em determinadas categorias para fazerem determinadas coisas, as pessoas passam a ter funções específicas, elas não teriam a opção de apenas exercer a sobrevivência, elas teriam que servir o coletivo de maneira funcional através de uma função. E essa funções tornaram-se TRABALHO. 

Trabalho que teria sua técnica aprimorada por meio de ferramentas, estas que muitas vezes estavam em posse dos líderes daquele coletivo. E mesmo que as ferramentas ainda pertencessem aos que exerciam a função, eles ainda estavam submetidos de certa forma, pois suas rendas eram convertidas em impostos, eles não usufruiam 100% dos rendimentos de seu trabalho. O homem primitivo era livre em usufruir da caça sozinho ou dividir ela. O homem civilizado é obrigado pela autoridade a ceder parte de sua renda para manter o soberano.

Muitos pensam que tudo se iniciou no capitalismo, que os meios de produção são apenas industriais, mais toda ferramenta por mais simples que seja, se ela pode exercer uma função ela é um meio de produção, ou melhor, uma ferramenta de trabalho.

O homem não e dono de "seu meio de produção" - ele não possui suas ferramentas de trabalho, nem possui uma função específica, ele pode ter vários trabalhos durante a vida, e ele não pode optar por "não exercer um ofício" (execto se esse possuir renda suficiente) 

A caça era ofício, era uma função a qual ele aprendia e adquiria para se manter.

O trabalho moderno é apenas escravidão, não existe um processo de aprendizado, apenas um processo de produção compulsório.

O ofício é a ligação do homem e sua função, o homem e sua manufatura. O trabalho é apenas uma atividade exercida com o fim de receber soldo. O trabalho é atividade exercida de maneira compulsória sem alma e sem ligação.

Antes da coletividade, o homem não dependia de possuir, ele não dependia de ter. Ele usufruia de tudo ao seu redor, pois nada tinha "um dono" para proibir ou exigir um "pagamento" - não existia quem concentrasse esses recursos em um perímetro e os cercasse, proibindo seu acesso à outros.

Nao existiam fronteiras ou limites geográficos- não existia o "território dos A", que ficava vizinho dos "B" e eles entravam em guerra por posse do "C" que tomou terras do "D" - o homem podia ir a qualquer lugar pois era cidadão do mundo, não do território específico. Não dependia de papéis ou de autorizações para atravessar territórios. 

Não existia a moralidade para lhe tolir. Ele não tinha uma "regra geral" de como pensar e agir, ele podia ser ele mesmo e fazer o que sua mente quisesse, sem pensar em "ser imoral" ou "ferir os bons costumes alheios" - uma vez que "o alheio" não existia (alheio é o coletivo)

Não existia a lei, uma vez que não existia autoridade. Não existia alguém acima dele (seja fisicamente ou metáfisicamente) o homem era dono de si e ele mesmo sabia o que podia e o que não podia - e isso ele adquiria das experiências tanto com seus pais como de sua trajetória aprendendo como sobreviver. Não existia alguém a lhe impor termos e regras por meio de violência  - exceto a própria natureza, mais ela e uma força além da compreensão e lógica humana, diferente da lei e moral, que são aparato artificiais.

Não existia dinheiro, ninguém podia estar acima de ninguém por possuir alguns metais (e hoje em dia números artificiais).O homem dependia unicamente de sua competência e astúcia, ele não devia a ninguém e nem tinha que pagar por nada. Hoje em dia não se encontra mais árvore frutífera a espaço aberto por vários motivos 1. Todos os espaços têm dono, 2.o dono não permite que ninguém usufrua, 3. Mesmo que se tivesse, alguém que é corrompido poderia usurpar dos frutos (e as vezes ate da árvore) para transformar aquele recurso gratuito em renda (pois os homens se encontram corrompidos tanto eticamente como financeiramente, a busca febril pelo dinheiro a todo custo) 

Não existia tempo, ninguém se preocupava se era "hora de fazer tal coisa" se "a hora da caça era X horas" ninguém tinha a angústia de contar segundos, de perceber que seu dia todo se esvaiu e ela não desfrutou dele. Ninguém se preocupa se era "segunda" ou "terça" os dias eram apenas ciclos de amanhecer e anoitecer, meses? Anos? Bobagem! - quantos anos você tem? - com essa idade eu... - tolices da civilização.

Não existia a opressão, o homem possuia poder de escolha e autonomia, ele fazia o que queria a hora que queria - não tinha o "dia de caçar mamute" oficial, ou "agora e a hora de coletar frutos, e vamos fazer essa coleta das 10:00 as 18:00 - o homem não tinha que caçar da forma X, se ele dominava a Y, caçava como a Y - o homem podia optar por ficar na base da montanha hoje e amanhã ir ao seu cume- o homem tinha a liberdade de usar uma roupa de pele pra cobrir suas partes ou andar com os "barangandans" balançando por aí- ele podia pegar sua Deusa e transar com ela em qualquer lugar, bem no meio da clareira ou na caverna- a única opressão que existia era a das circunstâncias, mais essa nós modernos também estamos submetidos, e de uma maneira BEM PIOR.

O homem (e quando digo homem digo humanidade) podia dedicar horas e dias a buscar um@ parceir@, não dependia da opressão social em que vivemos atualmente, onde para encontrar companhia dependemos de fatores acima de tudo SOCIAIS E AQUISITIVOS, alguém de posses tem muito mais facilidade de possuir companhia, alguém que não possui é mais difícil, e é compreensível- essa e a lógica da sociedade atual, onde o valor não se encontra na persona em si, mais em seu valor financeiro e social - alguém bem quisto no meio social tem mais facilidade para ter companheir@. A família primitiva (ou casal primitivo) era a mais pura forma de amor, pois não possuia bases materiais, apenas afetivas. O homem provinha e protegia, a mulher cuidava e nutria. Os dois geravam por meio de seu amor o seu único bem: a prole, ao qual os pais juntos criavam.

O homem primitivo era o homem livre, o homem civilizado é o escravo. Escravo da lei, da moral, do trabalho, do dinheiro e de seus próprios algozes imateriais, criados pelas religiões.

Chegamos por meio dessa tese, a conclusão lógica de que a opressão humana veio diretamente do coletivismo e da civilização. A modernidade destruiu o homem (E QUANDO DIGO MODERNIDADE DIGO A CIVILIZAÇÃO,OUVIU DEUS VULT?) .

Quando se forma o coletivo e se dá a determinados indivíduos ou grupos a autoridade, o poder, os homens passaram a perder a sua autonomia. Pois começam a ser impostos a eles funções para que "mantenham o coletivo funcionando" , e passam a receber designações específicas e passam a ser classificados, uns passam a ter mais importância que os outros. - as funções são exercidas de maneiras compulsórias, todos os dias em determinado tempo, e para isso continuar a autoridade impõe regras, e o coletivo junto começa a pensar além de sua mente indivudual e esse pensamento coletivo gera a busca pela explicação da existência do grupo, e pra isso surgem as religiões, pra manter o poder e o grupo coeso. Pois acabam criando justificativas imateriais e metafísicas para a existência não apenas do coletivo mais também da autoridade - claro, na atualidade o poder do estado ja não é embasado tanto no divino, mais as suas origens são basicamente essas - e esse poder passa a acumular os frutos desse trabalho, ficando mais poderoso, pois ele possui, os seus súditos não, dependem dele para conseguir um pouco pra sobreviver, dependem dele para ter ferramentas e ter um trabalho. E para facilitar esse acúmulo e a troca de bens, surge a moeda, e o acúmulo da moeda passa a simbolizar o poder.

O homem que acumulou poder e matéria, ditou as leis e impos a moeda como forma de troca, e tudo sobre o nome de um ser metafísico- hoje, já não se tem Deus, o poder se justifica pelo poder, o homem ocupa o lugar de Deus, ele impõe por meio da lei a sua autoridade, ja não depende de Deus pra isso.

Hoje o homem é muito mais escravo do que jamais foi, pois as correntes não são literais. São simbólicas: Leis, dinheiro, contratos, escrituras, materia, propriedade. Tudo isso são correntes de uma escravidão milenar.

E a única forma de sairmos dessa escravidão é a pior possível: um cataclismo global que destrua a estrutura moderna total. E mesmo que isso ocorra, vamos depender da sorte que os sobreviventes renunciem a mentalidade civilizatória.

E infelizmente muitos vão preferir retornar a escravidão, ou melhor, impor a escravidão.

ABAIXO O HOMEM DA CIVILIZAÇÃO 

VIVA O HOMEM PRIMITIVO

- texto teórico especial de Jonni X para "O incendiário"

sexta-feira, 27 de março de 2026

A mentalidade paternalista do Brasileiro

Talvez um fenômeno ao qual tenhamos que pensar com profundidade é a mentalidade paternalista do povo brasileiro- e suas profundas raízes.é fato que o brasileiro ve o estado como um "grande pai" ao qual seu dever é, prover e defender seus indefesos filhos - o povo.

As raízes brasileiras, ligadas à igreja ja constituem uma forma inicial de paternalismo - onde a figura religiosa exerce as decisões sobre a comunidade e seu entorno, onde a igreja decide o que se deve e o que não se deve - não se deve ser homossexual, mais se pode ser proprietário de escravos - o povo recorria a autoridade eclesiástica antes da estatal. 

Podemos dizer que existia um paternalismo estatal anterior ao século 20? Precisamente não, tivemos a figura do Imperador, mais ela não era uma figura vista como abrangente no âmbito popular, o imperador não era visto como um "grande pai" - era mais visto como uma figura de autoridade e moderação, como eu disse, o "solucionador" de conflitos e dilemas era a autoridade eclesiástica.

Isso muda com o advento da República, quando o estado se torna laico de jure, onde a figura de autoridade estatal assume o papel de solucionador de problemas da comunidade no lugar da autoridade religiosa, porém o estado inicial da República era tão diminuto que não havia essa perspectiva de "grande pai" - na verdade pelo que podemos ler do período e que se sentia um "abandono da autoridade" a comunidade, o estado brasileiro não fazia a intervenção porém nao permitia mais que a igreja o fizesse. Para isso existiam as figuras regionais do coronelismo.

Mais foi no coronelismo que se iniciou a figura do "grande pai estatal" - coronéis que eram mais afeitos ao populismo e faziam obras e bens para a comunidade regional começaram a ser vistos como figuras de conciliação e solução de problemas, como de fato, pais que resolveriam as mazelas de seus filhos. Os currais eleitorais não eram apenas formados por coerção ou violência, mais também por "leva e traz" e solução de problemas dos membros carentes da sociedade.

Getúlio vargas: O pai dos pobres 

O paternalismo estatal se inicia na era Vargas, quando as medidas populistas de Vargas começam a lhe conceder a figura de "pai dos pobres" e até mesmo "pai da nação brasileira", o Estado Novo (1937-1945) endossou a figura heroica e paternal de Vargas a população brasileira, que passa a ver nas figuras públicas e no estado um pai, um solucionador dos seus problemas sociais e individuais. O estado se amplia e se centraliza na era Vargas, o estado passa a ser cada vez mais presente na vida social, e isso apenas se intensifica com o passar dos anos.

O populismo paternalista é latente não apenas na figura de Getúlio, mais também em Juscelino, Jânio, Jango, O MALDITO Carlos Lacerda,Leonel Brizola, Ademar de Barros entre outros lacaios do estado. 

O regime militar (1964-1985) não deixou também de ser paternalista, a figura dos Militares foi além de uma figura de autoridade, tornou-se a figura de um pai mais rígido e austero, mais um pai de qualquer modo. As medidas populares continuaram a todo vapor e os políticos paternalistas fizeram carreira com a ajuda dos militares, como Paulo Maluf, cria do ARENA.

Regime moderno e o Paternalismo de esquerda 

A esquerda sempre pregou de certa forma o paternalismo estatal, uma vez que em suma esse é o seu projeto de poder: transformar o estado no pai da nação, em seu tutor permanente.

As ideias de esquerda de um estado perene se intensificam após a redemocratização em 1986, elas começam a se espalhar por meio de partidos como o PT e o PDT, que tinham ampla participação no novo governo, o próprio MDB começa a tomar medidas populistas, os tais fiscais do Sarney ja são um belo exemplo. O congelamento de preços e a autoridade imposta a população para fiscalizar os comércios foram medidas extremamente populistas (e inconsequentes).

Mais vamos mais adiante, o estado na era Collor sofre certa diminuição, mais após Itamar Franco e a era FHC é que se inicia ampliação do paternalismo estatal, com programas sociais eleitoreiros, fazendo com que o povo carente começasse a ver o estado como um provedor perene.

E isso so piora com a ascencao do PT ao poder em 2003, o PT amplia até o limite o paternalismo estatal, o estado financia e banca tudo e todos, paga e isenta várias pessoas, enquanto põe a conta no bolso de outras. O PT e a esquerda começam a incutir por meio de seus discursos que "É dever do estado garantir tudo" - e falar a um brasileiro que alguém lhe deve favores meu amigo, e um perigo!

Agora o governo paga as contas de luz, o gás, financia os estudos dos malacas na escola do bairro (pé de meia), da bolsa família e ainda cede cesta básica no CRAS. Você passa 6 dias da semana trabalhando e não tem direito sequer de ter um atendimento digno no SUS ou no INSS quando precisa, esse povo ganha tudo na mão, e pior, ACHAM QUE MERECEM.

A esquerda gerou na mente do "bostileiro" a ideia de que é dever do estado lhe prover, porém, chegamos a um novo patamar do paternalismo: agora e dever do governo CUIDAR e PROTEGER os indivíduos.

O governo deve os vigiar, ver o que podem e o que não podem fazer, o que deve e o que não se deve fazer. O estado tem que ditar o que é melhor pra todos, você não sabe o que e melhor pra você! O estado sabe, e deve aplicar isso! 

O estado deve se tornar o vigilante permanente, o tutor-mor, aquele que regula tudo, aquele que mede tudo, aquele que aplica a todos suas leis e regras draconianas, aquele que deve decidir por VOCÊ o QUE VOCÊ DEVE PENSAR. o estado deve ser um ente acima de todos, permanente e por todas as partes, como um obsessor, deve se fazer presente em cada cômodo tanto físico, como digital e logo, espiritual.

O que podemos contastar é que o paternalismo é uma doença, gerada pela carestia constante do povo brasileiro, que se ve ausente tanto de matéria como de espírito, ainda tem consigo arraigadas as estúpidas ideias de "pai presente", uma idiotia sem fronteiras! Querem que o estado assuma o lugar vago de um pai que ali nunca esteve - obviamente pra suprir um sentimento idiota que surge do julgamento alheio- o brasileiro é acima de tudo uma espécie de órfão, que procura diversos pais que lhe possam acolher - Vargas,Brizola,Maluf,Lula,Bolsonaro - e através disso, conferem cada vez mais poder ao estado.

A recente leva de leis draconianas são o melhor exemplo do paternalismo de estado, onde o ente estatal diz o que se deve ou não fazer ou pensar, o que é melhor ou não é - o brasileiro prefere renunciar a liberdade individual para não assumir suas responsabilidades de pai e de provedor, prefere se reder ao leviatã desde que o mesmo provenha sua família que ele mesmo deseja todos os dias que suma.

O sonho de muitos pais brasileiros é que seus filhos sumam e suas mulheres morram,e que eles possam recomeçar suas vidas ao lado de alguma outra. E como não podem sumir com os mesmos, os entregam ao estado para que assumam seus trabalhos. - o paternalismo também é omissão masculina, não apenas carência feminina da figura do pai ausente.

Quando uma nação renuncia a sua liberdade, ela se entrega a tirania. 

E o pior é que estamos na "tirania da maioria" - essa maioria decidiu entregar a liberdade nas mãos do estado, e nós, que não aceitamos esse acordo, somos submetidos a ele de forma coercitiva, não temos opção, o estado não irá nos separar da massa carente que CLAMA POR UM PAI

MALDITOS SEJAM OS PATERNALISTAS E CARENTES DESSA NAÇÃO.

Artigo de Jonni X para o incendiário 

Os objetivos politicos dos PLs Petistas

 



Há quem pense (a idiotia paternalista desse país) que os atuais PLs propostos pelo Partido dos trabalhadores servem de alguma coisa a sociedade, quando em suma, eles apenas são ferramentas de censura a oposição. Tanto a já aprovada Lei Felca quanto a PL da misoginia representam um retrocesso da liberdade individual, uma vez que se tratam de leis vagas e de livre interpretação por parte de seus executores.

O que se percebe é um padrão muito curioso:ambas as leis surgem como forma de formar uma tutela estatal sobre o comportamento individual dos membros da sociedade, de certa forma, punir comportamentos "menos progressistas", "nocivos" ou "comportamentos que acabem por ferir a democracia" - a democracia onde não existe participação direta popular, mais sim um modelo burocrata-burgues que sustenta uma elite atrasada e uma casta politiqueira de carreira como os membros do PT- mais a questão é que as leis são de uma "vaguidade" pornografica, onde apenas dependerá da livre interpretação por parte dos órgãos governamentais para decidir se você apenas será autuado ou será PRESO pela droga de uma simples piada.

As leis como aparato de censura a oposição 

A função dessas leis é simples: conter e prender a oposição. Eles sabem muito bem que bastará uma acusação simples para que a polícia tenha que abrir um inquérito judicial contra a pessoa, e será fácil detectar ela! Afinal, OS DADOS JÁ ESTÃO SOBRE A TUTELA DAS PLATAFORMAS, basta que a PF faça a solicitação desses dados para prosseguir o caso. Vejam como tudo se encaixa: 1. Pedem seus dados 2.te monitoram 3. Te denunciam no vácuo da lei 4. A autoridade pede a plataforma seus dados, ela cede 5.VOCÊ É PRESO!

Olhem que linda combinação de funções que temos aqui! 

O que todos nós sabemos é que essa lei punirá apenas quem é de direita ou possui posições ou mais conservadoras ou mais liberais, a lei serve justamente para tal. Para que possa haver punição e neutralização dos membros que não concordem com o atual "governo do amor" ou de suas teorias políticas "progre", para aqueles que creem que a mulher não é um ente intocável da sociedade e que podem receber críticas- assim como os homens também as merecem, e aos montes!- para aqueles que ousam criticar o "estado democratico" que PRENDE você por dizer que "não gosta da atual democracia".

Qual a efetividade das leis 

Para que que serve afinal leis tão vagas? A lei felca em si em nada impedirá os casos de exploração infantil, ela pode sim inibir (de maneira bem porca) na web, mais o problema se encontra de facto na sociedade, os casos de abuso e exploração vem em sua totalidade do ambiente familiar ou comunitário (escola,igreja) - o que vemos crescendo na verdade em termos de abuso digital é entre MENORES COM MENORES (caso do Discord) - e mesmo que essa lei de fim ao digital, o abuso na vida real continua- crescem os casos de abusos, coletivos muitas vezes, dentro das próprias instituições escolares- mais ai tocamos no ponto fraco do PT: maioridade penal. 



A lei também nos mostra como temos uma orda de pais irresponsáveis, que dependem do estado para tutelar os próprios filhos, coisa que não conseguem fazer pois os mesmos possuem uma falta de compromisso e ética que dão inveja aos maiores vadios que temos nesse país, no Brasil ser pai e SIMBÓLICO não efeitvo. Você tem filho com o único objetivo de cria-lo semelhante a um animal: basta alimentar e levar ao veterinário...digo, pediatra, que estará bem 

Eu não tenho que saber o que ocorre ou deixa de ocorrer em sua vida pessoal, e eu ignoro quando descubro, afinal, eu tenho minha própria vida, meu filho E O ESTADO que cuidem da vida dele!

A lei permite que os criminosos continuem a usar esses ambientes, apenas tem que apresentar seus documentos. Ou seja: se retiram as crianças para que os predadores continuem a usufruir do que muitas vezes foi feito pra elas.

O predador do jogo continuará lá, o que se tirou foi o direito da criança de jogar.

Sem contar que a lei CURIOSAMENTE abrangeu apenas ambientes de jogos online, outros ambientes nocivos continuam de porteira aberta, ou seja, a lei é CURIOSA ATÉ DEMAIS, a inibição ao vídeo game é uma pauta muito forte tanto na esquerda marxoide como na direita reacionária. E deve-se dizer! A criança ainda tem opção de jogo! O CASSINO!!!



O mesmo ocorre com a tal PL da misoginia: ela tornará uma "ofensa" ou "simples piada" em crime INAFIANÇAVEL, enquanto a agressão às mulher de fato continuará a ser tipificado como um crime de "menor patente ". A alta dos casos de feminicidio vem justamente da vagarosidade da lei em executar penas e de coagir esses indivíduos mais violentos, muitas vezes é de conhecimento da própria mulher que o indivíduo possui passagens e reincidência por tais atos - porem isso é ignorado de maneira deliberada pelas mesmas - e ai entramos na questão: se eu entro em um ringue, é de público e notório saber que eu levarei PORRADA. O que faz elas pensarem que elas serão "a escolhida" ou "aquela que fará ele mudar" - Certa deixa um grupo musical disse palavras tão ou mais verdadeiras do que um livro do evangelho: "pau que nasce torto,nunca se endireita!" 
A "vagosidade" da lei deixa aberto o precedente para que tudo seja tipificado como crime - e nós sabemos que isso aumentará e muito os casos de falsa acusação contra homens- e tudo isso torna a vida da golpista mais fácil, basta que ela provoque a discussão e você responda a altura- basta ela gravar e levar a delegacia mais próxima e pronto! Você que nunca fez mal a uma mosca agora terá autuação criminal! Fabuloso!

O Brasil sofre de uma doença pior que a cólera: O PATERNALISMO. afinal existe uma dependência inerente do brasileiro ao estado, o estado tem que lhe fazer o papel de pai, o prover e o resguardar. o tutelar, o proteger dos males. E quando se aumentam os poderes do estado a democracia e a liberdade são sufocados.


Enquanto o "Zé RedPill" que nunca relou em uma mulher será preso por alguma fala feita em reels, o jurandir agressor continuará livre como uma pluma ao vento! 




O que temos que saber é que talvez fomos a última geração a ver uma liberdade plena em ação, hoje vemos como a esquerda tomou de assalto as liberdades individuais dos membros da sociedade para obter controle social, vivemos sim talvez a melhor era, os tempos daqui pra frente são obscuros- sejam eles com o PT, sejam com o PL de Flávio Bolsonaro. O que sabemos é que essa ruma de leis não serve pra proteger nem mulheres nem crianças- serve pra proteger o PT E SEUS ALIADOS.

Leis populistas feitas de qualquer modo, apenas para auto promoção e nada mais,


Artigo de Jonni X para "O incendiário"




quarta-feira, 25 de março de 2026

Deviantart e a moral relativa

 


Se alguém ainda acredita que o DeviantArt funciona como uma comunidade artística coerente, talvez seja hora de uma pequena aula de realidade.

A lógica do lugar é simples — embora eles façam um esforço heroico para fingir que não é.

Quer postar scat?
Sem problema.

Quer publicar fetiches extremos, daqueles que fariam um terapeuta levantar a sobrancelha?
Tranquilo.

Quer subir frames recortados de vídeos pornôs que claramente vieram de algum site adulto?
Siga em frente.

Agora… desenhar uma cena de sexo e disponibilizar gratuitamente?
Aí não, amigo.

Aí você cruzou a linha.

Porque aparentemente o grande pecado no DeviantArt não é pornografia, nem fetiche, nem material explicitamente sexual.
O verdadeiro crime é não transformar isso em um produto de assinatura.

Coloque atrás de um paywall, bote um selo de Core, cobre mensalidade — e de repente tudo se torna respeitável. A mesma coisa que antes era “conteúdo sensível” passa a ser chamada de monetização criativa.

É quase mágico.

Pornografia + dinheiro = empreendedorismo.
Pornografia + grátis = violação dos termos.

E claro, nesse ecossistema floresce a figura clássica da internet: o puritano profissional de botão de denúncia. Aquela criatura curiosa que passa horas navegando por conteúdo que supostamente a ofende, apenas para poder clicar em “reportar” e sentir que salvou a civilização por mais um dia.

O resultado é um espetáculo digno de estudo sociológico:
uma plataforma que tolera praticamente qualquer fetiche imaginável, mas entra em colapso moral quando um artista decide simplesmente compartilhar sua arte sem cobrar ingresso.

No fundo, toda essa encenação moralista é só isso mesmo: encenação.

Porque no final das contas, a única regra que realmente importa parece ser:
Se vai ter pornografia, que pelo menos gere receita.

O resto é só teatro.


-Artigo de Jonni X para "O incendiário" 

NAO FOI SURPRESA. FOI NEGLIGÊNCIA.

Artigo publicado originalmente em 11 de fevereiro de 2026 no DeviantArt 

Há quem finja espanto. Há quem arregale os olhos como se o trovão tivesse rasgado um céu límpido.

Mentira.

O céu já estava carregado.

O estampido apenas confirmou o que qualquer observador lúcido anunciava: visibilidade sem estratégia é desfile na mira da artilharia.

A comunidade cresceu. Expandiu-se. Tornou-se fenômeno cultural. E o que fez sua alta cúpula? Sorriso protocolar. Neutralidade performática. Silêncio elegante.

Como se o mundo fosse um jardim neutro onde diferenças florescem sem disputa.
Ingenuidade é pouco. Foi presunção.

Subculturas que crescem deixam de ser invisíveis. E quando deixam de ser invisíveis, tornam-se símbolo.

E símbolo é munição nas mãos de quem vive de narrativa.

Mas, enquanto o enquadramento era preparado, o que fazia a liderança?

Eventos sem posicionamento.

Pronunciamentos vazios.

A crença pueril de que “somos apenas arte”.

Apenas arte? Nenhuma expressão cultural que alcance massa permanece “apenas”.

Arte é poder simbólico. Poder simbólico atrai confronto.

E confronto exige preparo.

Não se trata de histeria. Trata-se de leitura de cenário.

O erro não foi existir.

O erro foi agir como se crescimento não tivesse custo.

A indulgência da cúpula — esse desejo quase aristocrático de parecer acima das disputas — deixou a base exposta. Sem discurso estruturado. Sem blindagem narrativa.
Sem coordenação diante da primeira ofensiva simbólica relevante.

E quando o enquadramento veio, veio completo. Não pedindo diálogo.
Não oferecendo compreensão. Mas impondo rótulo.
Quem cresce e não estrutura defesa discursiva não é vítima do destino — é vítima da própria vaidade.

A pergunta agora não é quem nos apontou os canhões.
A pergunta é: por que marchamos para a frente deles acreditando que seriam apenas decoração?

Comunidades que desejam maturidade precisam abandonar o romantismo político.

Neutralidade não é escudo.
Silêncio não é estratégia. Boa intenção não é proteção.
Ou a liderança acorda para a realidade da disputa simbólica, ou continuará reagindo sempre tarde — sempre indignada — sempre surpresa.

E surpresa é privilégio de quem não quis enxergar.






-Artigo de Jonni X para "O incendiário" 

 

domingo, 22 de março de 2026

Furries no "Splash" - Um tiro contra a propria comunidade

 

É de notório conhecimento a emissão de uma edição do sensacionalista programa "Splash" do portal de notícias UOL, e esse programa é notoriamente conhecido por ser um promotor do "escandalo social" - o seu apresentador, o senhor Chico Barney é conhecido por transformar suas pautas e pautados em chacota, transformar-lhes em bufões para que o seu público miserável sedento por sensacionalismo barato se sacie de seu vazio patético de ser apenas um indivíduo medíocre, que pra se sentir melhor consigo mesmo gosta de ver conteúdo de baixa categoria, para que ele cultive o parco pensamento de "eu não sou tão esquisito assim! Existem pessoas piores!mais miseráveis que eu!"

Mais o que deve-se ser notado e que isso é uma porta escancarada para o panico moral e sensacionalismo barato encima da comunidade. Já não bastam as centenas de vídeos de youtubers medíocres taxando a comunidade furry como "degeneração social" - tudo que precisamos é que uma ruma de patetas vá a um programa de quinta categoria jogar holofotes sobre a comunidade, transformando ela em alvo fácil para a crescente campanha de moralidade que vem arrombando a fechadura de todos os espaços de nosso país. Tudo que precisamos é que um youtuber ou tiktoker político descubra essa "pepita de ouro" que é uma fonte inesgotável de polemicas e passe a demonizar toda uma comunidade embasado nos casos isolados dentro da mesma, e todo esse efeito provocado pelo NARCISISMO DE ALGUNS DE QUERER SE PROJETAREM AO NACIONAL AO CUSTO DE MILHARES.

Afinal, eles não serão afetados pela propaganda, se as coisas escalarem pegam o primeiro avião e rumam fora do país, como todo o galinha de alma e corpo o faz, nos momentos difíceis não quer lutar, quer "quitar" e fugir acima de tudo pra se preservar. Pra eles não faz diferença, o bom é o IBOPE, é a promoção da fandom como "mainstream" e não "underground" afinal, "Money!", mais o que falta a incauta liderança do "evento furry" é o cálculo das consequências das atitudes.

Em um texto anterior, ja avisando anteriormente, eu adverti que isso seria um erro fatal. A comunidade Otaku se expos a mídia e virou alvo dos moralistas, religionistas e até mesmo do oportunismo politico. E isso não será diferente com a furryfandom, o problema é que ela é uma fazenda bem mais ampla para panico moral, podendo gerar um revés de patamares inimagináveis. Talvez falte a liderança do "condomínio acionario" um pouco de leitura sobre o modus-operandi da mídia PODRE do Brasil

A mídia sensacionalista do Brasil

Jacinto Figueira Jr. O percursor do "mundo cão" na televisão
A mídia brasileira esta embasada em escandalo e tumulto moral, visto que um dos lemas motes da extinta TV Rio nos anos 50 foi "quanto mais baixaria, melhor!" E assim se seguiu a TV Brasileira durante sua existência, seguindo o padrão de jornais podres como "diário popular". A televisão foi se rebaixando cada vez mais a cada ano,a cada década, para se conquistar a audiência fácil as reportagens passam a ser mais tendenciosas e os programas passam a exibir escândalos de proporção a abalar até mesmo os gabinetes dos tapados militares, e tudo isso também gerava consigo um efeito de moralidade coletiva que era engajado pelos apresentadores de época, demagogos de marca maior, que carregavam consigo uma falsa sensação de moral ou de moralizador. Como todo religionista, pensa que vai salvar a humanidade expondo ao ridículo alguma minoria ou algum grupo underground a fim de "salvar o ocidente e a moral vigente" - bandalheira de calhordas!

Jacinto Figueira Junior, inspirado no filme "mondo cane", cria um programa de exposição de escândalos e de casos escabrosos:"O homem do Sapato Branco". O programa era tão PODRE que os militares o vetaram ao final da década de 1960, mesmo não sendo um programa de cunho político ou sexual, foi em demasia até mesmo para os censores, que essa ocasião acertaram.  O sapato de Jacinto era branco para aumentar o contraste do sangue que lhe escorria pelas mãos e caia a seus pés, eu recomendaria a Jacinto (se ainda vivo o fosse) a se vestir de açougueiro que é mais sua cara. 

Talvez o princípio da maldição total iniciou-se em 1979, na ja decaída TV Tupi do Rio, uma ruma de apresentadores desesperados por audiência fácil com pouco trabalho e gasto, inaugura o primeiro programa do gênero "exposição de desgraças e denuncias baratas" surge no rio o "Aqui e agora", o início dos desfiles de desgraças na televisão. Tudo isso pioraria ainda mais no ano seguinte (1980) com a ida da parte mais escandalosa do elenco ao infame canal onze do Rio, fundando o famigerado "O Povo na TV" - lá o programa atingiu o apice da baixaria: escândalos familiares, charlatães, justiça barata e bizarrices diversas. O programa exibiu A MORTE DE UM BEBÊ AO VIVO. E em NENHUM MOMENTO nem o apresentador nem o rico Senor Abravanel pagou uma ambulância ou levou o nenê a algum hospital privado a fim de salvar sua vida, NÃO, DEIXARAM O BEBE MORRER E AGONIZAR DIANTE DAS CÂMERAS. O IBOPE se salvou, a criança não.

Wagner Montes, o símbolo-mor do sensacionalismo na televisão brasileira 


Em seu elenco infame, contavam se as figuras nefastas de Wagner Montes, Wilton Franco, Sérgio Mallandro e Roberto Jefferson, o larapio-mor do PTB e reacionário doente. O programa é a cara do SBT: sensacionalista, sem pudor e explorador do bizzarro, não a toa o canal seria o responsavel por trazer de volta ao ar o proprio Jacinto Figueira Jr. Anos depois também surgiria dentro do mesmo canal outro cancro: a versão SB'Tista do "Aqui e Agora" - que chegou a exibir um SUICÍDIO AO VIVO MESMO SABENDO QUE A LEI PROIBIA. A mesma coisa se prossegiu nos outros canais: Manchete,Record, Band, RedeTV e canais por todo o Brasil, na busca desenfreada pela audiência transformava tudo em espetáculo.

O sensacionalismo chega a Internet

Ao final dos anos 90, os jornalistas ja contaminados com o "Wagner Montismo" passam a formar suas plataformas, surge o UOL, plataforma conhecida por promover escândalos e por dar proporção a figuras apodrecidas do meio nacional, como o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, ppsite notoriamente conhecido pelo alto grau de sensacionalismo. E isso se reflete na contratação de Chico Barney, que vive de promover chacota a grupos ou indivíduos considerados "fora do eixo". Tudo que Chico cobre, vira chacota (ou melhor, PANICO MORAL) 

Com o atual crescimento da polarização e das redes, também vemos um efeito que ja vem crescendo desde os finais dos anos 90 crescendo em nosso pais: o panico moral (moral panic)!,trazido para cá na figura do maldito adventista Irion, que chegou a TV com o apresentador ausente de carisma ou caráter, Gilberto Barros com o "baralho do diabo".

Com o crescimento da Internet, da maldição chamada "youtubers" (principalmente dos sectos de "games" e "opinião")e do crescimento do reacionarismo,se cria uma fórmula perfeita para uma perseguição ao que é considerado diferente implacavel, e tudo isso será possível por causa de uma EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA EM UM PROGRAMA DE SENSACIONALISMO CARNICEIRO.

Eu realmente espero que a "alta cúpula Paulista" tenha noção do hate que isso irá gerar nos fóruns reaças, nas campanhas que serão empregadas pelos MALDITOS youtubers sensacionalistas de "opinião" que irão além de farmar rios de grana promoverão uma "santa campanha" para expulsar da sociedade esses "entes malignos e deturpados" -  questão é QUANDO ISSO VAI SAIR DO ONLINE?

QUANDO grupos reacionários monitorarão os grupos para saber dos eventos, para invadir eles e fazer suas coisas dantescas que eles ja vem fazendo em outros eventos, o dia que um youtuber sensacionalista adentrar a Brasil Fur Fest e começar a perturbar os participantes, talvez seja a hora que a alta cúpula vai se tocar do estrago que foi feito nessa tentativa tosca e ridícula de promoção que vai ser um TIRO NO PÉ QUE SÓ VAI AFETAR OS MEMBROS MENORES. E ainda dará gás à maldita propaganda moralista reacionária que vem so em crescimento.



O Brasil não é a Argentina nem a Espanha, e um pais neo-moralista, copia do cristianismo  americano, uma rastaquera! Os furries serão alvo ideal, ousaria dizer eu, até mais eficaz que os transsexuais.
"OLHEM SÓ! AS PESSOAS NÃO ESTÃO APENAS QUERENDO MUDAR DE GÊNERO! ESTÃO QUERENDO MUDAR DE ESPÉCIE!!"

Os furries burros não conseguem compreender que aqui NÃO É OS ESTADOS UNIDOS, aqui o panico moral é efeitvo, nao há liberdade de expressão como lá, aqui, basta que alguém de views ou que uma reportagem saia na Globo ou Record pra que tudo se ponha a baixo.

A inocência de uns é o triunfo dos sensacionalistas, que vivem de explorar as desgraças alheias e promover através delas mecanismos de perseguição moral a fim de emplacar panico moral a fim de promover o reacionarismo 

Maldito seja o jornalismo cão e seus membros.

-Artigo de Jonni X para "O incendiário" 

MATERIA ANTERIOR SOBRE O MESMO TEMA:
https://jornaloincendiario.blogspot.com/2026/03/exposicao-midiatica-e-seus-riscos.html